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E u odeio a lua - tenho medo dela - porque quando despeja seu brilho em certos cenários conhecidos e amados, às vezes os torna estranhos e hediondos. Foi em um verão espectral que a lua brilhou sobre o antigo jardim por onde eu vagava; o verão espectral de flores narcóticas e mares de folhagem úmida que trazem sonhos selvagens e coloridos.  Ao caminhar próximo ao córrego raso e cristalino, observei estranhas ondulações pinceladas com luz amarela, como se aquelas águas plácidas fossem levadas por correntes irresistíveis a estranhos oceanos que não fazem parte desse mundo. Silenciosas e cintilantes, brilhantes e ameaçadoras, aquelas águas amaldiçoadas pela lua fluíam rumo ao desconhecido. Das árvores que margeavam, botões brancos de flores de lótus flutuavam um a um no vento opiáceo da noite, e em desespero caíam no riacho, rodopiando agonizantes sob a ponte arqueada e entalhada, olhando para fora com a sinistra resignação vista em rostos mortos e calmos. Desatei a correr p...

Corações Perdidos - M.R. James - Dark Alley Traduções

Foi, até onde pude constatar, em setembro do ano de 1811 que uma carruagem surgiu diante da porta da Casa Sede de Aswarby, chamada Aswarby Hall, no coração do condado de Lincolnshire. O único passageiro do veículo era um garotinho que saltou para a rua assim que o movimento cessou. Parecia possuir a maior curiosidade do mundo durante o curto intervalo de tempo entre o toque da campainha e a abertura da porta do edifício. Ele viu uma casa alta, quadrada e de tijolos vermelhos, construída no reinado de Anne. Uma varanda com pilares de pedra foi acrescentada no mais puro estilo clássico de 1790. As janelas da casa eram numerosas, altas e estreitas, com vitrais pequenos emoldurados com grossa madeira branca. Um frontão, perfurado por uma janela redonda, coroava a fachada. Havia alas à direita e à esquerda, ligadas ao bloco central por curiosas galerias envidraçadas apoiadas por colunatas. Essas alas continham claramente os estábulos e escritórios da casa. Sobre cada uma havia uma cúpula o...

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D izem que em Ulthar, que fica além do rio Skai, não se pode matar gatos; e nisso acredito piamente ao olhar aquele que ronrona próximo ao fogo. O gato é enigmático, e muito próximo a coisas estranhas que os homens não podem ver. Ele é a alma do antigo Egito e portador de histórias de cidades esquecidas como Meroe e Ophir. Ele é parente dos reis da selva, e herdeiro dos segredos da sombria e sinistra África. A Esfinge é sua prima e ele fala a língua dela, mas ele é ainda mais antigo e lembra-se daquilo que até ela já esqueceu. Em Ulthar, antes de os oficiais proibirem o abate de gatos, viviam um velho fazendeiro e sua esposa, os quais adoravam prender e matar os gatos de seus vizinhos. Por que eles faziam isso, não sei; além de que muitos odeiam os gritos dos gatos durante a noite e não gostam que os gatos corram sorrateiramente por seus quintais e jardins ao crepúsculo. Mas, seja qual for o motivo, esse casal de velhos tinha prazer em aprisionar e matar todos os gatos que se ap...